26.05.2009

O fim do blog “Coisas da Suíça”

Uma experiência interessante...
Uma experiência interessante…

 Caros leitores e leitoras,

Gostaríamos de agradecer a todos aqueles que acompanharam ou participaram do blog “Coisas da Suíça” desde a sua criação no ano passado. Porém somos obrigados a anunciar hoje o fim deste interessante espaço.

O último post chega não por insucesso do blog. Pelo contrário, eventos esportivos como a Eurocopa mostraram as vantagens de ter uma página um pouco mais livre das normas jornalísticas. Mas como a internet é um meio dinâmico, seu caráter “experimental” nos permite sempre testar novas formas de criação e aperfeiçoar cada vez mais a nossa página.

Agora a redação em português da swissinfo irá concentrar seu trabalho diretamente na página e torná-la ainda mais informativa com notícias curtas e muita multimídia. Esperamos continuar contando com a sua participação.

Um grande abraço

Alexander Thoele, Claudinê Gonçalves e Geraldo Hoffmann

P.S: quem se interessar por um blog sobre assuntos suíços, uma sugestão: ”Do topo dos Alpes“, publicado no jornal O Globo.




25.05.2009

O perigo de armas nas mãos de (alguns) soldados

Aqui já comentei o interessante costume helvético de distribuir armas aos jovens que passam pelo serviço militar. Hoje descobri através da leitura matinal dos jornais que 100 soldados tiveram de entregá-las, desde março de 2009, por terem sido considerados “potencialmente perigosos”.

Como isso é possível? Há alguns anos o Exército suíço tem o direito de investigar a vida de soldados e oficiais para descobrir se existem fatores que levem essa pessoa a arriscar a sua própria ou a vida de outros com armas militares. Se algum temor for confirmado, a polícia vai à casa do investigado e retira seu fuzil ou pistola no ato.

Segundo informações oficiais, cerca de 70% do total de 210 mil membros das Forças Armadas (ativa e reserva) já foram checados. O restante ainda não, pois não existe exigência legal para isso.

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23.05.2009

Vamos nadar no rio?

 

Hoje foi verão na Suíça. Para quem é carioca parece brincadeira, mas quando o termômetro passa dos trinta graus, significa alarme geral: é hora dos corpos amarelados tirarem o pó e as traças das roupas de banho e se jogarem no primeiro recipiente de água das redondezas. Você nunca sabe se outro dia será como esse!

A situação me lembra um pouco os raros dias de neve no Estado de Santa Catarina. O repórter do Globo mostra aos telespectadores no horário nobre da TV um lençol fino de neve cobrindo um campo, talvez uma geada. Sua alegria é tanta, que muitos pensam que ele está falando do segundo milagre da multiplicação de pães. Já outros querem viver na pele esse momento único e vão à Friburgo ou Campos do Jordão para celebrar o inverno de 10 graus comendo fondue de chocolate ou trajando casacos de pele, que seriam mais adequados ao frio siberiano.

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21.05.2009

Um brasileiro desempregado na Suíça dá a volta por cima

Todos falam da crise econômica. A Suíça não é a filial do paraíso na Terra e também está sendo fortemente afetada. Não apenas a indústria exportadora sofre com a falta de pedidos, mas também setores internos como o turismo já reclamam das camas frias. O resultado não podia ser outro: desemprego crescente.

Mas a situação aqui pode ser considerada invejável, ainda mais se compararmos ao Brasil. Os serviços de estatística registravam um leve aumento do desemprego, totalizando 3,5% em abril de 2009 (3,4% em março). No total, 136.700 pessoas estão à procura de trabalho no país dos Alpes que, para uma população de 7 milhões de pessoas, não é nada mal. Além disso, os jornais indicam que muitas empresas continuam desesperadas atrás de mão-de-obra como engenheiros, pessoal hospitalar, analistas financeiros, técnicos em computação e outros. Atualmente são 7.746 vagas.  E detalhe: salários polpudos!

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20.05.2009

17 anos trabalhando na ilegalidade

Eu acho que um cartaz desses não seria politicamente correto no Brasil, mas aqui na Suíça faz parte de uma campanha lançada pelo governo contra o trabalho ilegal. “Dia negro para o trabalho no negro: nova Lei em 1.1.2008″, é um dos seus lemas.

Segundo uma interessante reportagem do meu colega Geraldo Hoffmann, desde a entrada em vigor das novas regras, mais de 1.300 punições foram aplicadas por transgressões à lei dos estrangeiros. O controle se tornou mais acirrado graças à contratação de sessenta novos fiscais. Eles dão batidas em canteiros de obras, restaurantes e qualquer lugar onde possam encontrar alguém no batente sem ter o visto necessário. Muitas vezes os controles são feitos por denúncia anônima.

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19.05.2009

Debate de blog: dar o peito em público

Uma prova de que a blogosfera brasileira é altamente desenvolvida é a quantidade de jornalistas a manter o seu próprio blog. Há poucos dias recebi o convite de um deles, o brasiliense Rodrigo Caetano, para escrever uma notinha no seu excelente blog gastronômico, o Gastronomix. E se quero informar-me sobre a política ou a economia da minha terra, não há como contorná-los, não é verdade Noblat?

E como é a situação na Suíça? Curiosamente os jornais helvéticos são extremamente conservadores e contidos em experimentar essa forma solta e livre de diários on-line. Poucos são os blogs, mesmo nos títulos mais prestigiados. Minha opinião pessoal é de que existe, entre muitos “coleguinhas”, o preconceito de achar que blogs são espaços de amadores e sem exatidão jornalística. Além disso, muitos têm medo de estar utilizando “dois chapéus”, ou seja, reportando e comentando ao mesmo tempo, uma “heresia” profissional para muitos.

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18.05.2009

Cristãos contra as prisões gays

 

Faltam poucos dias para Zurique receber a maior a maior festa “gay” da Europa, a Europride. As autoridades e os comerciantes já estão esfregando as mãos de felicidade para receber esse público considerado gastador e resistente às crises. Calcula-se que 50 mil turistas estarão na cidade durante os seis dias do evento, cujo ponto alto será o desfile de 6 de junho.

Na Suíça a homossexualidade já não provoca polêmica. O fato de a nova prefeita de Zurique ser lésbica assumida não valeu mais do que algumas linhas nos jornais. A tolerância é tanta, que mesmo alguns subgrupos curiosos também encontram seus nichos. Cito aqui, como exemplo, o dos pais gays (já fiz reportagem), das famílias “arco-íris”, das mulheres heterossexuais casadas com gays e até de um clube de amigos e pais de homossexuais.

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16.05.2009

Pelado para apoiar a agricultura

 

Ontem estive na BEA, uma das maiores exposições anuais de agropecuária da Suíça. Apesar de ser uma verdadeira “criança” das cidades - cresci em um apartamento na praia do Flamengo - sempre gostei do meio rural, dos animais e do ambiente estilo “country”, comum aos eventos do gênero.

Além das vacas premiadas e das vitaminas de leite com morango, uma dos meus interesses neste ano era visitar o estande do Calendário do Fazendeiro (Bauernkalender), uma editora que teve a belíssima idéia de convidar filhos e filhas de fazendeiros, muitos deles também trabalhando diretamente na agricultura, para se exibir em poses eróticas diretamente no seu meio.

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15.05.2009

O canivete que virou perfume

 

Já apaguei a televisão no meio de uma partida de futebol. Foi na hora que o jogador levantou o dedinho após o gol e pediu ao público para comprar a famosa cerveja. Tenho pavor de merchandising! Porém, quando este é bem feito, então caio na ratoeira como rato faminto.

O queijo desta história é o canivete Victorinox, o mais mítico e suíço dos produtos e que está comemorando seus 125 anos de existência. Confesso minha paixão por esse produto. Em um post mais antigo cheguei até a comentar sobre o novo modelo de canivete militar e outro “tijolão” com mais de oitenta funções. 

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13.05.2009

Ricos gostam mesmo é da Suíça

Hoje noticiamos no blog da swissinfo o preço recorde alcançado por um diamante azul raríssimo durante um leilão em Genebra: 20 milhões de reais. Confesso que também fiquei surpreso. Quem dispõe de tanto dinheiro para gastar em um simples anel?

O comprador anônimo chega em casa e faz uma surpresa a sua esposa (ou amante), colocando o precioso objeto no seu dedo. Em tempos de crise econômica e riscos reais para grandes executivos - na França alguns deles já foram seqüestrados por operários furiosos - sua atual preocupação deve ser encontrar um lugar tranqüilo para viver e gastar os bilhões.

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